Grafologia – SUA LETRA diz quem é VOCÊ?

O que diz a ciência sobre a grafologia.

A grafologia tenta relacionar a caligrafia com a personalidade. O primeiro tratado é creditado ao italiano Camillo Baldi (1625) e reza a lenda que Nero (37-68 ) já investigava a letra de seus funcionários para descobrir suas habilidades.

Por ter obviamente falhas, é condenada por psicólogos. A grafologia, entretanto, tira o emprego de muita gente. Se tivessem sido submetidos a um teste, o ex-ministro Maílson da Nóbrega e o apresentador Ratinho jamais teriam tido uma chance.


Em 1995, Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna, de Vitória. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com um tema livre. Lírio acabou reprovado. O texto havia sido enviado à Estilo, uma empresa no Recife e a 2000 km da sede d’A Tribuna, e um psicólogo que não o conhecia , a partir da análise grafológica, decretou: Sérgio não tinha a agilidade, a criatividade e a intuição que o cargo exigia. Tal conclusão foi tirada devido ao fato das linhas de Lírio não chegarem ao fim da folha, suas letras não se curvavam impetuosamente, a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. Com essas inferências altamente especializadas (sic), Lírio foi descartado. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu, cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos, técnicos e administrativos.

Lírio hoje trabalha num grande jornal e ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka, o qual  culminou com a queda do presidente do Banco Central, Francisco Lopes.

Grafologia não é ciência. Erra e não tem motivos para acertar.

A empresa quer alguém confiável? Basta procurar por uma assinatura que combine com os traços do resto do texto e evitar sinais ligados à desonestidade, como o “a” aberto na curva de baixo. Se preferir um funcionário inteligente, impetuoso ou criativo, não tem problema. Está tudo na forma das letras, no desenho das linhas e na posição das margens.

Os “estudiosos” garantem que encontram nos traços caligráficos indícios de uso de drogas e de sinais de doenças. “A maioria das firmas faz testes para eliminar candidatos desanimados, instáveis ou insinceros”, revela Cristianne Cestaro Dominguez, grafóloga da Enfoque, de São Paulo. As empresas geralmente ficam satisfeitas com os resultados. “As análises batem em cima”, admira-se Angela Soares, chefe de recursos humanos do jornal que recusou Sérgio Lírio.

A SUPER constatou que não é bem assim. Pediu a dois grafólogos que analisassem textos escritos a mão por oito profissionais consagrados. Embora tenha havido vários acertos, quatro dos “candidatos” provavelmente seriam reprovados se tivessem que concorrer ao próprio emprego – 50% de erro! E a análise dos demais também teve falhas.

Rápido e prático

Mesmo assim, a técnica está se tornando popular. Entre as companhias que a adotam incluem-se a Unimed, a Telemar, o Banco Real, a PriceWaterhouse e a Polenghi. O motivo é simples: trata-se de um jeito rápido de traçar perfis psicológicos. “O teste é simples e prático”, gaba-se a grafóloga Angela Leal, da Estilo. Mas será que é científico? Segundo Ana Bock, presidente do Conselho Federal de Psicologia, a resposta é não. “Não há pesquisas suficientes para reconhecer a grafologia como técnica da psicologia.”

Para Cecília Vilhena, especialista em seleção de pessoal da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), nenhum teste psicológico sozinho pode eliminar candidatos. “Um instrumento pouco estudado como a grafologia dá menos segurança ainda.” Até alguns grafólogos concordam. É o caso de Maria Lucia Mandruzato, de São Paulo: “As análises não podem ser eliminatórias. Sempre devem ser acompanhadas de outros mecanismos”, afirma. Enquanto isso, muitos brasileiros estão perdendo a chance de concorrer a um emprego só por causa da letra.

Letra dá pistas, mas não certezas

Assim como os horóscopos, os exames grafológicos também acertam (é difícil acertar e errar 100% do tempo). Críticos e céticos garantem que, com certeza, tudo o que fazemos deixa traços visíveis. Traços, no caso, como o modo como arrumamos a cama ou o armário, ou como lavamos louça , etc. Até quando olhamos para o rosto de alguém determinamos nuances de sua personalidade. O psicanalista Jorge Forbes (na Superinteressante) explica que um grafólogo treinado acabam descobrindo certas coisas óbvias pelo modo como alguém escreve, e, obviamente, isso ao pode desqualificar alguém ou qualificar ao pensarmos nos pontos críticos (competência, no caso).

Ninguém nega que o estudo da grafologia seja interessante e que a lógica por trás dela muitas vezes faça sentido. Por exemplo, é aceitável que a letra demonstre inventividade. “Muita gente adota a caligrafia que aprende na escola por toda a vida, enquanto os mais criativos inventam uma outra”, afirma o grafólogo Alberto Swartzman, dono da Grafia, empresa do Rio de Janeiro especializada nessas análises.

Pode até fazer sentido que cortes nos “t”s ou de pingos nos “i”s indiquem desleixo. Ou pode ser que a pessoa em questão consiga diferenciar ambos pela caligrafia e seja imaginativa o suficiente para não utilizar o modo de diferenciação padronizado das duas letras. Pode ser que a assinatura muito grande denote vaidade. Ou pode ser que tal assinatura grande seja utilizada como instrumento útil que evite a falsificação de um documento. Letras grandes no cheque indicam que o candidato é expansivo ou que apenas queira diminuir a chance de alguém falsificá-lo?

Só pista

Selecionar um candidato equivale à medir a sua capacitação. Isso essencialmente exclui a grafologia como teste. É meio óbvio isso. Uma letra bem trabalhada pode tanto ser indício de criatividade quanto de que o cidadão gostaria de ser mais criativo. Ou que seja alguém que, durante sua vida, tenha sofrido punições do tipo escrita ostensiva em papel caligráfico e tenha até problemas.

Qualificar pessoas pela caligrafia é o mesmo que qualificá-las por um mapa astral: de tanto atirar para todos os lados, claro que as previsões tem acertos. Fica aí a sugestão a essas empresas. :)

Reprovado pela letra

As letras verticalizadas denotam “falta de ousadia e de impetuosidade”. Bons repórteres dobrariam as letras para a direita.

A caligrafia não tem pontas nem ângulos retos, supostos indícios de “agressividade”, uma qualidade recomendada para jornalistas.

Ao submeter oito amostras, sem a identificação das pessoas acompanhando, a dois grafólogos conhecidos, a Superinteressante publicou excertos das análises. Veja as análises abaixo:

1 – Maílson da Nóbrega, economista, 58 anos O ex-ministro da Economia hoje comanda a empresa de consultoria Tendências, que faz previsões da conjuntura econômica. A análise revelou que ele era ruim para antever o futuro.

Certo: Os laços refinados na letra “f” indicam “inteligência” e “afinidade com as artes”. Maílson realmente aprecia muito a cultura.
Errado: As frases não chegam ao final da margem direita, o que denotaria “dificuldade de lidar com prazos” – algo fatal para um economista.

2 – Mayana Zatz, geneticista, 52 anos

Nada é mais importante para um geneticista do que minuciosidade. Foi o que faltou na análise da renomada professora da Universidade de São Paulo (USP), que pesquisa a cura para a distrofia muscular.

Certo: As letras finais das palavras estão acima do alinhamento das outras: indício de “impulsividade”. Mayana admite que o grafólogo acertou.
Errado:
A perna do “p” virada para cima é uma pista de que a pesquisadora “tem pressa para terminar o trabalho” e “não se atém às minúcias”. Isso não é verdade.

3 – Mario Amato, empresário, 81 anos

A avaliação do ex-presidente da FIESP foi “desatento”, o que dificultaria para ele o comando das treze empresas do Grupo Amato, do qual é presidente.

Certo: De cara, o grafólogo afirmou que se tratava de alguém idoso. O que denunciou a idade foi a falta de firmeza em algumas letras.
Errado
: “T”s sem cortes e “i”s sem pingos seriam provas de “falta de atenção”. :)

4 – Carlos “Ratinho” Massa, apresentador de TV, 44 anos

O análise acertou muita coisa. Mas afirmou que o apresentador do Programa do Ratinho é “incapaz de trabalhar em um ambiente tenso”. Quem já o viu na TV sabe que não é verdade.

Certo: As letras tombadas o caracterizam como “bom comunicador” e a velocidade  na escrita como “capaz de improviso”. Faz sentido.
Errado:
A falta de pressão da caneta no papel quer dizer que o apresentador “não gosta de trabalhar em ambientes tensos” e tem “delicadeza de sentimentos”. Você diria que o Ratinho é “delicado”?

5 – Celso Portiolli, apresentador de TV, 32 anos. O exame do apresentador do programa Passa ou Repassa, do SBT, acertou ao classificá-lo como didático e comunicativo. Mas errou por chamá-lo de pouco ousado.

Certo: - A letra é muito clara e fácil de decifrar. Isso demonstra didatismo. O grafólogo afirmou que Portiolli poderia ser professor. Quem já viu seu programa concorda.
- Letras grandes e curvadas à direita identificam os “bons comunicadores”. Esse traço se verificou também em Ratinho.

Errado: A caligrafia se parece com a aprendida na escola, indicando “pouca ousadia”. Portiolli largou uma carreira política promissora no Mato Grosso do Sul para tentar a sorte em testes para a TV. Prova de coragem.

6 – Aurélio Miguel, judoca, 36 anos

A análise grafológica acertou muitos pontos. Detectou até indícios da preocupação com a contusão que perturba o medalhista de ouro e ameaça tirá-lo das Olimpíadas de Sydney.

Certo: - O “i” comprimido indica que algo “oprime” Aurélio. Uma possível interpretação é que o motivo seja a interminável briga entre ele e a Confederação Brasileira de Judô.
- As linhas são retas, sinalizando “autocontrole”. Essa qualidade é provavelmente a mais importante para um bom judoca.

7 – Celso Loducca, publicitário, 41 anos

O presidente da Loducca Publicidade foi descrito como um sujeito criativo e afável. Combina. Em compensação, o grafólogo afirma que administra mal os prazos, o que não é verdade, e diagnosticou até um problema renal que não existe.

Certo

A margem direita irregular significa “temor quanto ao futuro próximo”. Pode ser por causa da contusão no joelho da qual ele está se recuperando.

Certo

As letras arredondadas demonstram “afabilidade” – muitas pontas e muitos ângulos seriam sinais de “agressividade”. As letras são bem-feitas e fogem do padrão escolar, marca dos criativos.

Errado

Segundo o grafólogo, esta falha na voltinha da letra “j” é sintoma de “doença renal”. Loducca fez um check-up recentemente. Não deu nada.

Errado

A margem direita desalinhada denota “má administração do tempo”. Um publicitário jamais pode descuidar dos prazos. O grafólogo errou.

*****************

8 – Walter Neves, antropólogo físico, 42 anos

O pesquisador da USP e autor da teoria revolucionária de que os homens vieram da Ásia para a América em pelo menos duas levas migratórias sucessivas é vaidoso, convincente e às vezes autoritário, mas dá a cara para bater.

Certo

As letras terminam em pontas finas. O grafólogo afirma que essa característica é típica de gente “persuasiva e sedutora”, mas “autoritária quando não consegue convencer”. Neves concorda com tudo isso.

Errado

A barra por cima da assinatura quer dizer que o sujeito “se protege” e “não se expõe”. Neves é autor de uma teoria polêmica e não teme aparecer nos jornais e nas revistas científicas criticando adversários com rispidez.

Certo

A assinatura grande é sinal de “vaidade”. Neves não faz segredo: “Sou vaidoso mesmo”.

Fonte: http://super.abril.com.br/superarquivo/2000/conteudo_118561.shtml

Testes Online:

http://www.astral-on-line.com/grafologia/

http://somostodosum.ig.com.br/grafoteste/grafo2.asp

Bem tentei mostrar como é minha letra na imagem no início do post… Usei o messenger para escrever esta mensagem manuscrita hehe Tentem saber mais de mimatravés dela =D

(Atualizado 10/08/2008)

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20 Respostas

  1. rs, como a q vc aprendeu na escola nao?

    outro dia estava vendo meus cadernos do primario e pok, minha letra ainda mantem algumas semelhancas… mas hj ela é bem mais bacana, apesar de achar que esta em processo de mudanca, sei lá. bom

    eu só li o post todo pq to numa aula de nao sei oq de projetos, mó porre

  2. Oi sou Rogerio Lima estudante de ciências contábeis pela UMC, nossa me assustou com essa informção, estou prestes a fazer entrevista na empresa PriceWaterhouse, ja estou no processo seletivo desse ano,, gostaria de saber sera que ainda é usado a grafologia por essas empresas ja que tambem a provas de que isso não é 100% e que a muita coisa contraditoria as afirmação ex achar ate doenças nossa !! eles não tem mesmo como eliminar candidatos mesmo em ,, abraços !!!

  3. Caro Rogério
    Essas informações foram tiradas (até o momento) da revista Superinteressante. Elas são verdadeiras, dada a credibilidade da revista e de algumas pessoas que tiveram a infelicidade de ter o seu texto analisado grafologicamente (vide texto).
    Quanto ao medo de prestar um concurso, a Superinteressante apenas diz que tais empresas utilizam a análise mas não diz como. O que é importante é que você esteja preparado em todos os sentidos, de saber do seu ramo e especialmente saber se expressar.
    Uma das coisas que eu busco quando avalio alguém não é o quanto ele sabe. A simples análise de uma redação simples mostra o quanto ele pode desempenhar e se tem condições mesmo de desempenhar o que o currículo diz. Em geral, a análise do conteúdo, do português empregue em uma redação diz muito sobre a qualidade do ensino que teve o indivíduo. :)
    Portanto, a sugestão é conhecer da sua área e saber expressar-se corretamente. Apenas isso. Caso a empresa não o selecione por uma análise grafológica… bem. quem é que gostaria de trabalhar num lugar desses?

    Abraços

  4. Prezado Rogério,

    Coloque sua situação da seguinte maneira.
    Se tivesse nascido na China, mesmo que fosse um excelente candidato a cada mil, ainda assim haveriam 1 milhão de concorrentes tão bons quanto você. Reflita como você tem sorte de ter nascido no Brasil e bola pra frente. Como o Chapado bem comentou, se você perder essa vaga por um teste desses, considere-se uma pessoa de sorte. Imagine sua vida com chefes obtusos ostentando sua superioridade grafológica diariamente…isso não é vida. :)

  5. Especialmente pq existem também cambistas na China. :)

  6. Porque muitas empresa usa a grafologia pra endetificar seus funcinarios

  7. O Maílson da Nóbrega não deveria ter tido chance nenhuma mesmo, porque ele é um desastre no meio econômico. O Ratinho não prejudica ninguém porque não define o futuro do país. Pensando bem, acho que deveriam fazer um teste grafológico em Brasília e nos ministérios. Acho que teríamos uma idéia melhor da política. O pior é que a gente sabe que haverá fraude até nisso!
    Mas falando sério, até onde eu sei a análise grafológica é mais utilizada em casos de desempate e não é algo que a pessoa precise aprender, até porque muitas vezes não temos o perfil que a empresa está procurando e a empresa obviamente também não tem o nosso perfil.

  8. Olá, meu nome é Vanessa, curso o 3° ano de psicologia. Acredito que esses “certos” e “errados” sejam muito subjetivos, a ponto de não poderem ser analizados à partir do que vemos na TV, que seja. Pode ser que no campo profissional essas figuras da mídia demonstrem essas características, mas em relação à sua vida pessoal, amorosa e outros campos que não podemos ver no seu dia-a-dia? Portanto, devemos tomar cuidado ao analisar desta forma o resultado de um determinado teste psicológico, seja da escrita, personalidade, inteligência, etc…

  9. Boa tarde achei a matéria muito interessante ,agora pergunto como posso melhorar a minha letra .
    Desde de já grata.

  10. e vergonhoso, ver pessoas se pasando por grafologos, sen saber absolutamente nada…nunca podemos dar un diagnostico sicologico de uma escritura , se basando en uma letra, sem buscar inumeros rasgos que reforsar o que estamos afirmando, estas pessoas deveria por lo menos ter 300 horas de curso no minimo, o si queren ser un profissional de verdad, que por favor estuden y para de diser bestera.

  11. gostaria de saber qual é o significado da pessoa que escreve com letra de forma ? pois na maioria das vezes escrevo com letra de forma, mas as vezes acabo misturando as duas ?
    mas escrevo de letra de forma quase sempre!
    Obrigada Michelle Carelli

  12. Conheço bem grafologia e posso dizer que como qualquer profissional, existem os bons e os ruins. Assim encontraremos aqueles que se baseiam em algumas letras isoladas para fazer diagnósticos, ou definir perfis. Uma análise grafológica é bem mais do que isso, analisa-se todo o conjunto gráfico e leva-se em consideração os traços predominantes. Por exemplo: no caso da geneticista, não vai ser só a perna do “p” que vai definir se ela é meticulosa ou não, mas sim todo o conjunto gráfico. Grafólogos que fazem a definição do perfil simplesmente descrevendo o que significa cada traço que encontra na escrita, é muito amador. É preciso combinar várias informações para se traçar um perfil, isso com base na grafia. Sem falar que qualquer selecionador sabe que para ser ético e responsável, deve utilizar em um processo seletivo mais do que um recurso. Exemplo: Atividades em grupo, testes projetivos, teste de conhecimento específico, análise de CV, grafologia e uma boa entrevista por competências (de preferência), que é quando aparamos as arestas e tiramos as dúvidas sobre algum ponto que por ventura tenha ficado em dúvida ou apresentado contradição.
    Só mais uma coisinha, para quem pensa que é uma particularidade do Brasil o uso da grafo nos processos seletivos. Na maioria dos países europeus a grafologia é amplamente utilizada pelas empresas, inclusive este foi o motivo que a trouxe ao Brasil na década de 60 com a vinda de empresas européias para cá. Também nos EUA. é muito utilizada. Na Europa, há cursos superiores em Grafologia. Há muito tempo o estudo da escrita deixou de ser achismo e tornou-se Ciência. Só para fechar, o FBI usa a grafo em suas investigações.Será que este órgão iria usar algo que não é embasado em pesquisa?
    Por fim senhores candidatos, qualquer boa empresa, deveria ter na área de seleção, bons profissionais, qualificados para avaliar corretamente seus candidatos, independentemente de qual recurso aplicam. Injustiças e erros irão acontecer com qualquer instrumento. Assim como o avião foi feito para um bom propósito e hoje serve à guerra, acontece também com muitos instrumentos no campo de avaliação de pessoas. Em mãos erradas, pode matar. Sejam mais criteriosos antes de julgar.

    • suponho que o senhor acredite em horóscopo também; que a posição dos planetas influencia sua personalidade… acho um absurdo chamar um teste baseado em achismo de ciência, eu escrevo com letra de forma desde que larguei meu caderninho de caligrafia 30 anos atrás…lembrem- se que temos usado papel e caneta cada vez menos, crianças hoje em dia sequer usam cadernos na escola em muitos lugares….suponho que só a escrita ocidental seja analisada dessa forma espetacular. isso é absolutamente amador e não deveria ser usado jamais na seleção de candidatos. a sorte é que esse tipo de achismo se desintegra com a evolução.

  13. Em uma empresa que trabalhei (e não precisei passar por processo seletivo de RH, pois certamente seria recusada pela minha letra garrancho e de formatos variados) após longo processo com vários candidatos, foi selecionado um para o departamento financeiro. Um dos desclassificados tinha vindo com indicação de pessoas com as quais tinha trabalhado, mas prevalesceu a pseudociência e não o histórico. Dois anos depois o selecionado que tomou a vaga de muito outros possíveis deu um rombo na empresa. Ele era tão “competente” que maquiou os resultados por muito tempo sem ser descoberto. É uma moda, as empresas de RH crescem com suas análises grafológicas e dinâmicas de grupo. Geralmente se dá bem quem compra esses milhares de manuais de “como se sair bem numa entrevista” ou manuais de grafologia. O importante é estudar pra parecer sem quem, segundo esses manuais, atende às exigências de determinado cargo. Ainda bem que, como alguns reprovados, minha vida profissional segue muito bem a partir de avaliações objetivas, resultados e bom relacionamento com os colegas. Ainda bem que no meio acadêmico raramente esbarramos com processos seletivos de RH. São concursos ou entrevistas com profissionais da mesma área e referências de empregadores anteriores que valem muito mais.

  14. O texto é uma grandiosa verdade!
    Fiz testes honestos em 3 grandes empresas e fui desclassificado pela letra (grafologia)
    Aí, passei a madrugada lendo sobre grafologia, falcifiquei minha letra numa quarta entrevista, e os imbecis dos psicólogos me aprovaram.
    Essa porcaria não prova nada. Hoje sou um funcionário bem destacado, honesto e comprometido, mas e se eu fosse um maníaco qualquer?

  15. adoro vc bjsssss
    cica codeusss

  16. Poxa. Porque não li este texto antes? Hoje fiz uma entrevista pra uma multinacional, da qual os critérios de seleção foram uma entrevista e este teste grafológico; supostamente pra terem uma ideia de quem eu mostrei ser, e de quem eu realmente sou. Não conhecia este teste, e fiquei assustadíssima, pois é o meu perfil psicológico pessoal que vão analisar sem minha permissão. É minha intimidade assim a todos, não somente profissionalmente. Lendo mais aprofundadamente sobre, descobri que o grafólogo pode analisar até como sou sexualmente. Bom, pelo jeito perdi o cargo, pois sou boa atriz, sou perfeita nas entrevistas, mas minha caligrafia é difusa, toda torta e agora entendi por que! Acho que todo o meu descontrole emocional passei neste teste. Agora perdi todas as minhas esperanças de ser convocada. Amanhã mesmo compro um caderninho de caligrafia. Mas achei eticamente errôneo este método, e também ingênuo; os maiores tiranos e psicopatas são os mais controlados emocionalmente, são os mais cautelosos e inteligentes, são os mais detalhistas. Analisem a caligrafia de um serial killer, e só proverão elogios. Engraçado, na entrevista também perguntaram o meu signo rsrs. Valeu pela informação…

  17. Eu adorei este site! Muito legal. Mais eu Gostaria de saber como minha letra me define,diz como eu sou. Eu escrevo de letra de forma. Até mais bjoss

  18. acho que grafólogo é igual a todo profissional de esoterismo,uma hora acerta outra erra devido a alguma distração,mas existem os muito bons que não erram em nada.quanto a doenças penso o seguinte:em quiromancia as linhas de nossa mão vão mudando de acordo com os rumos que damos a nossa vida,as vezes a pessoa esteja energeticamente propensa a desenvolver a doença e antes que esta se manifeste no meio físico poderá surgir nos meios grafológicos e mais pra frente e aí sim no físico.

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