Carnaval

Bem como é carnaval, resolvi escrever um pouquinho sobre o mesmo.

https://i1.wp.com/juanjocarnaval.bitacoras.com/carnaval_mascara.gif

Os primeiros relatos da festa datam do século XI em Roma. Na então festa romana Saturnália (em homenagem ao deus Saturno, da agricultura), um carro no formato de navio abria caminho em meio à multidão, que usava máscaras e promovia as mais diversas brincadeiras. 
A origem de tal festa é associada à comemoração pelas colheitas, sendo saturnais a 17 de dezembro e lupercais a 15 de fevereiro. A Saturnália aparentemente tem origens em celebrações similares dos gregos em honra a Dionísio, o deus do vinho e patrono da agricultura e do teatro[1]. Essa festa foi incorporada pela Igreja Católica, e segundo alguns a origem da palavra Carnaval é carrum navalis (carro naval). Essa etimologia, entretanto, já foi contestada, sendo atualmente mais aceita a ligação à expressão carne levare (afastar a carne), como um último momento de alegria e festejos profanos antes do período triste da quaresma.

Cálculo do Dia do Carnaval

O carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. A Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir de 21 de março.

Carros Alegóricos

O marco da chegada do carnaval ao Brasil foi a celebração feita pelo povo para comemorar a vinda da Família Real para o país. As pessoas saíram comemorando pelas ruas com música, usando máscaras e fantasias. Os carros alegóricos chegaram ao país em 1786, quando três dias de festas comemoraram o casamento de Dom João com Carlota Joaquina.

Ala das Baianas

A ala de baianas na década de 30 era formada, quase exclusivamente, por homens que saiam nas laterais, das Escolas, portando navalhas presas as pernas para defenderem as agremiações em caso de brigas.

Rei Momo

A mitologia grega trata Momo, filho do Sono e da Noite, como o deus da zombaria, do sarcasmo, da galhofa, do delírio, da irreverência e do achincalhe. Diante do seu costume de criticar e ridicularizar os outros deuses, a divindade maior do Olimpo perdeu a paciência com ele e o despachou para a Terra, onde o divino deportado passou a ser representado por um jovem tirando a máscara e mostrando o rosto zombeteiro, ao mesmo tempo em que sacudia guizos e apresentava o estandarte da folia que era a razão da sua existência.

No carnaval brasileiro o Rei Momo surgiu em 1933, no Rio de Janeiro, representado por Moraes Cardoso.

Porta – Bandeira e Mestre-Sala

Inicialmente a porta-bandeira levava sozinha o “pavilhão”. Todavia, havia roubos de outras escolas, que assim fazendo, impediam o desfile da outra já que, sem bandeira, não era permitido desfilar. Entrou então o mestre-sala, no final do século XIX, como protetor da porta-bandeira. Ela carrega a bandeira. Ele é o guardião.

Os movimentos dos atuais mestres-salas foram inspirados nas danças e sons de atabaque dos cultos religiosos, das senzalas e terreiros de candomblé, por volta de 1570, quando os navios negreiros chegaram ao Brasil.

A primeira escola de samba do Rio de Janeiro foi a Deixa Falar, criada em 1928. Ela já apresentava o casal que empunhava a bandeira do grupo, conhecida como pavilhão. O mestre-sala e a porta-bandeira são remanescentes dos antigos ranchos, grupos anteriores à escola de samba. Os ranchos desfilavam com o baliza e a porta-estandarte.

Trio Elétrico

As origens do trio elétrico remontam à “dupla elétrica”, formada por Adolfo Antônio Nascimento – o Dodô – e Osmar Álvares de Macêdo – Osmar – que resolveram restaurar um velho Ford Bigode 1929, guardado numa garagem. No Carnaval do mesmo ano, saiu às ruas tocando seus “paus elétricos” em cima do carro e com o som ampliado por alto-falantes. A apresentação aconteceu às cinco horas da tarde do domingo de Carnaval, arrastando uma multidão pelas ruas do centro da cidade.

O nome “trio elétrico” surgiu em 1951, quando, pela primeira vez, apresentou-se no carnaval um conjunto de três instrumentistas. A “dupla elétrica” convidou o amigo e músico – arquiteto Temístocles Aragão para integrar o trio e tocar nas ruas de Salvador numa picape Chrysler em cujas laterais se liam em duas placas: “O trio elétrico”. Osmar tocava a famosa “guitarra baiana“, de som agudo; Dodô era responsável pelo “violão-pau-elétrico”, de som grave, e Aragão, pelo “triolim”, como era conhecido o violão tenor, de som médio. Estava formado o trio musical.

Ao longo das décadas sucessivas em que o trio saía nas ruas das cidades baianas, foi evoluindo cada vez mais.

Bem durante o carnaval vou me ausentar um pouco do mundo virtual, mas prometo que volto hehe.

Bom carnaval a todos!!

[1] http://en.wikipedia.org/wiki/Dionysus

Anúncios

2 Respostas

  1. Informações legais!
    Aqui no meu estágio já até apareceu um mestre sala e porta bandeira, um cara falando: É carnaval!! Uhuu!! o tempo todo. O que fizemos? Colocamos Queen pra ouvir e dedetizar um pouco o ambiente.

  2. E pensar que os americanos creêm que Mardi Gras é tão divertido quanto o carnaval brasileiro…ts, ts….

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: