Adipocere: é mesmo das cinzas às cinzas?

Nós vivemos para viver. Nós rezamos, nós oramos, nós lutamos contra a morte para evitar a morte. Mas a morte vem para todos mais cedo ou mais tarde. Muitos acreditam em uma vida após a morte, outros não. De qualquer maneira, uma pergunta que todos devem enfrentar é esta:

Que acontecerá a nossos corpos físicos?

Hoje, nós podemos escolher doar o corpo à ciência; optar pela cremação; ou preferivelmente, alguma forma de enterro, ou acima ou abaixo da terra.

Se alguém escolher o enterro, que então acontecerá?

Sob as condições apropriadas – umidade suficiente, quase nenhum oxigênio livre, solos alcalinos ou os produtos químicos, as temperaturas ambientais, a falta de animais de decomposição, e uma determinada porcentagem mínima da gordura de corpo – o ser falecido de qualquer espécie atravessará diversos estágios de decomposição, terminando possivelmente com a transformação no adipocere de muitos – e às vezes em quase todos- tecidos.

Em uma pesquisa feita pelo Instituto Osvaldo Cruz em insetos, foram identificados 5 estágios de decomposição:
fresh, bloated, decaying, dry and adipocere-like.

Embora a Bíblia diga que nós vamos das cinzas às cinzas- acredite ou não- pode ser nem sempre assim. Seu corpo não partirá, necessariamente.

O adipocere é quimicamente muito similar a saponificação (transformação da gordura no sabão).

Bem não lembro de um caso famoso específico, mas eu poderia citar a mumificação dos faraós no antigo Egito. Creio q seria um tipo de adipocere.

Alguns casos (com imagens) de adipocere podem ser encontrados nos links abaixo. Há inclusive o caso da dona de casa ítalo-americana Julia Buccola Petta que vivia em Chicago após a 1ª Guerra Mundial e que morreu durante o nascimento de seu segundo filho. Seis anos após sua morte ela foi desenterrada e o corpo estava muito bem preservado. O solo alcalino do Mount Carmel (onde ela foi enterrada) foi responsável pelo tão chamado “milagre”.
http://adipocere.homestead.com/images.html

http://adipocere.homestead.com/images2.html

A adipocere existe no planteta por volta de 300 milhões de anos ou mais. Um coração de dinossauro foi descoberto e a formação adipocere o protegeu tempo suficiente para torná-lo mineralizado.

Teorias dizem q uma significante porção do petróleo mundial tem como fonte a adipocere.

História da adipocere ((in)felizmente em inglês)

http://adipocere.homestead.com/history.html

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Uma resposta

  1. Espoleta171,

    Outro dia li que líquidos iônicos (sais que são líquidos em temperatura ambiente) estão sendo utilizados em processos de mumificação. Eles são antibactericidas naturais (ora, é um sal) e conservam tecidos mortos de forma inigualável.

    Além disso, possuem outras propriedades peculiares, permitindo sua aplicação em painéis solares, substitutos de solvente tóxicos e até mesmo espelhos espaciais.

    Nem me pergunte o porquê de ler sobre isso…é uma loooonga história 🙂

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