Dia Internacional da Mulher 2 – Temos o que COMEMORAR?

Ontem foi o dia internacional da mulher.

Mas será que nós mulheres tivemos o que comemorar?

Leia o resto e tire suas conclusões…

Dia 07/03/08, o IBGE divulgou um levantamento que mostra que a situação feminina no mercado de trabalho é de muitas desigualdades. Apesar de a maioria ser mais preparada (possui maior grau de escolaridade – 59,9% tinham 11 anos ou mais de estudo em janeiro de 2008, contra 51,9% dos homens) , elas ganham menos que os homens. Mesmo com diploma, mulher ganha menos (60% dos homens). Em média, o rendimento das mulheres equivale a 71,3% do recebido pelos homens.

As mulheres são a maioria da população e predominam entre os desocupados, que procuram emprego. O percentual de trabalhadoras com carteira assinada era de 37,8% , entre os homens ele já atingia 48,6% em 2008. Esses são alguns dados do estudo especial da PME sobre a mulher no mercado de trabalho.

Cresceu o número de uniões entre mulheres mais velhas com homens mais jovens (talvez isto seja uma avanço, não?). Mas a mulher com idade superior ao do homem, ganha mais somente quando é chefe de família. Se a mulher é chefe, ela apresenta um rendimento superior ao do cônjuge em quase todos os arranjos de acordo com os diferencias de idade, exceto na faixa de 1 a 4 anos de diferença etária, em que os homens recebem cerca de 9% mais que a mulher. Para as mulheres com uma diferença de idade de 30 anos ou mais em relação ao cônjuge, o rendimento deste representa apenas 25% do rendimento da mulher.
Depois que a mulher entrou no mercado de trabalho, passou a morrer mais de de doenças cardíacas, com 35% dos casos de óbitos entre pessoas do sexo feminino entre 10 e 49 anos.

Como visto no post anterior, o dia internacional da mulher (que antes chamava-se Dia Internacional da Mulher Comunista), foi criado pelas mulheres socialistas, que lutavam por melhores condições de trabalho e melhores salários. Então acho que estes dados foram um balde de água fria.

Além do mercado de trabalho, e do aumento das doenças cardíacas, outro fator preocupante é o aumento enorme do número de meninas viciadas em álcool. Segundo o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 6,4% das moradoras de São Paulo entre 12 e 17 anos apresentam sinais de dependência do álcool. Nos garotos da mesma idade, o índice é de 4,9% – pesquisa feita com base em 4.117 entrevistas.

“As mulheres passaram a ter os mesmos desafios do que os homens, a mesma vontade e necessidade de auto-afirmação. Sensações essas promovidas pela bebida”, afirma o diretor do Cebrid, Elisaldo Carlini. No levantamento anterior, divulgado em 2002, eram 3,4% das meninas com sinais de dependência, frente 3,5% dos meninos, o que indica que entre elas o número quase dobrou.

“A igualdade dos sexos trouxe uma série de vantagens, como entrada no mercado de trabalho e faculdades, melhores salários, acesso à cultura. Mas existiam preconceitos que nos protegiam no passado. Hoje ninguém se espanta com uma menina no bar. Elas bebem nem tanto por rebeldia, e sim, porque a facilidade de beber ficou igual à encontrada pelos meninos”, diz Ilana Pinsky, psiquiatra da Unifesp.

“O corpo da mulher tem menos enzimas e é composto por menos líquido”, diz a psicóloga Camila Silveira, do Centro de Informações Sobre Saúde e Álcool (Cisa). “Isso faz com que o organismo tenha mais dificuldade em diluir o álcool, o que provoca a dependência em menor tempo.”

Mônica Zilberman, professora de psiquiatria da USP, cita ainda as características psicológicas da adolescência feminina. “Nos atendimentos, onde é cada vez maior a presença das meninas, elas falam muito que os motivos para beber são os foras dos namorados, a dificuldade em lidar com as mudanças no corpo. Nos discursos delas é muito mais forte a questão depressiva do que nos meninos, que citam o ‘beber’ como artifício de diversão.”

Fontes:

Estudo Especial sobre a Mulher – PME (Pesquisa Mensal de Emprego) IBGE (07/03/08)

Estudo Especial sobre a Mulher – PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) IBGE (07/03/08)

Aumenta número de meninas viciadas em álcool (28/02/2008) – Yahoo Notícias

2 Respostas

  1. Justificado 😛

  2. Apesar da desigualdade absurda no mercado de trabalho a diferença entre homens e mulheres vem caindo (pelo menos na Grande São Paulo).
    Ainda falta muito, mas numa tentativa de prever o futuro, acho que em meados da próxima década (2015???) a maior parte da diferença terá acabado.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: