Vota Brasil

Todo ano eleitoral é a mesma coisa, santinhos, jingles, bandeiras, comícios, horário político e a propaganda da Justiça Eleitoral. Quem assiste À TV aberta brasileira pôde perceber que neste ano o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trouxe um comercial diferente dos outros anos, sem sambinhas, pessoas felizes ou lembrar de sua obrigação eleitoral.

Feita pela W/Brasil, agora, não tem música, somente ações e uma narração em off.  “Esta campanha está diferente porque trouxe reflexão e conscientização da importância do voto para o público com o telespectador, recebemos muitos elogios neste ano”, diz a assessora de comunicação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Eliana Passarelli.

Aqui, um exemplo de uma das minhas preferidas, afinal, 4 anos é muito tempo:

8 Respostas

  1. Incrível. Excelente dica, Foca !
    Se tiver os outros vídeos, coloque-os aqui também, please !
    Jen

  2. Ops! A obrigação eleitoral, no meu entender, deveria ser um direito apenas. Essa coisa de obrigatoriedade lembra um pouco dos tempos da ditadura. No meu modo de ver os políticos tinham lá que ter uma tv própria prá eles, prá por os programitas meio que idiotas, e opcionalmente eu poderia mudar o canal da tv para lá. Sinceramente não gosto de programas idiotas e canais idiotas e prefiro ler nos jornais as notícias.

    A propaganda do TRE é boa mas, infelizmente, os programas dos candidatos a deputados e afins são iguaizinhos aos anos que foram passando, inundando o horário televisivo (já fraco) com bobagens. O Jenheta não gosta muito que eu dobre os ‘eles’ mas continuo achando que é sempre a mesma retórica. Muito se falla e pouco se faz.

    Campanhas de combate a isto ou a aquilo ao invés de saúde para os outros 364 dias. Planitos meia boca prá o ensino ao invés da solução definitiva (como até a ministra Dilma sabe). Bocas idiotas sobre o rodízio, planos para rodízio e afins, ao invés do ataque ao problema dos transportes. Reforma fiscal… bem, isso já ficou quase que no passado. Enfim, existem 1000 problemas e nenhum é/foi atacado de maneira efetiva, apenas de maneira cosmética. E dinheiro sempre existiu.

    No final das contas, os programitas eleitoreiros são mesmo uma lavagem cerebral e destinados à maioria incauta dos eleitores que pouca ou nenhuma memória tem do passado. O país melhorou? Com certeza! Mas é pouco já que outros países estão mandando bala, com menos dinheiro que nós e atacando os problemas como deveria ser. Não sei qual é a fórmula, caberia aos políticos e experts fazerem isso, mas com certeza a moralidade na coisa pública nesses países deve ser bem melhor que a nossa, sem aquela corrupção escancarada e políticos bandidos com sobrevida muito grande.

    No vídeo postado pelo Jenheta, da entrevista do fhc na bbc, mostra um tipo de posição inaceitável para um país do primeiro mundo. Lá fora esses discursos tiram votos pq todo mundo sabe que a função primeira dos políticos é servirem a nação (ou pelo menos fazerem isso um pouco, ao mesmo tempo que enriquecem).

  3. Sarcasmo em alta. Todas as propagandas ficaram ótimas e sinceramente é muito difícil dizer qual é a melhor

    Po Foca, colocaí a do celular, ou o cara que não para de sapatear

    (da pra dizer qual foi a mais fraquinha, a do cara no cruzamento de trem)

  4. Pois é.. Pela primeira vez no Blog, que aliás foi encontrado nas esquinas do Google de forma totalmente acidental. Agora eu gostei!! Fazer o que…
    Eu PRECISO me manifestar em relação às eleições.. O chapado citou que a obrigatoriedade o lembra um pouco a ditadura.. Pois bem.. O mais “legal” são aqueles que ajudarão (ou não) a fazer acontecer a grande “festa da democracia”. Esses seres também atendem pelo nome de “mesários”. Esse ano, eu estou dando saltos de alegria, pois a justiça eleitoral viu alguma graça em mim e me “convidou” para trabalhar nas eleições. Como era um “convite” imaginei que pudesse simplesmente dizer “Não posso.. tenho compromisso”. Mas eles foram insistentes.. Acho que sentem algum tipo de “amor doentio” por mim… Se eu não aceitar o convite, devo pagar uma multa, e dependendo do caso, posso ser preso! Não gosto muito desse tipo de relacionamento possessivo…
    Parabéns pelo blog!! Mto legal mesmo!!
    Abraços!

  5. Obrigado pela visita e opinião, David.
    Em breve o Chapado se manifestará sobre o assunto.

    Você me fez lembrar da época quando recebi o mesmo convite para o cargo de mesário. Coisa finíssima. Ao término do evento, o presidente da seção ainda me alertou que na próxima eleição eu seria realocado para um cargo de maior “relevância” pois, em suas palavras, eu seria seu substituto.

    Por sorte ou destino, tive que sair do país momentaneamente e “esqueceram” da minha existência. Claro que isso não será por muito tempo…mais dia, menos dia, lembrarão de mim…

    Se cabe alguma palavra amena, saiba que ser mesário é melhor que ser jurado em casos criminais. Isso sim é um pesadelo.

  6. Putz! Errei na escrita do eleitoral. Era para ser eleitoreira a obrigação. Mas enfim.
    Caro David, nada tenho contra o voto ser obrigatório ou sermos convidados para mesários. Juro para você que eu gostaria de ficar na fila para candidato a mesário (de graça mesmo) se eu realmente soubesse que isto tudo é um exercício de democracia. Eu gosto de saber que eu participei, mesmo que anonimamente, de algo que funcionou. O que não é o caso.

    Todo o ano é sempre a mesma lengalenga na tv. Todo o ano aparecem sempre os candidatos falando bobagem. Todo ano sempre aparecem os casos de candidatos que se candidatam com a renca de processos nas costas. Isso como uma pequena amostra de tudo o que sabemos. Eu creio que o grande princípio da Justiça, que todos são inocentes até que se prove o contrário, é perfeito. Entretanto as agremiações de candidatos (aka partidos) deveriam ter eles mesmos comitês impedindo a candidatura de gente que certamente é despreparada, tanto no sentido intelectual quanto no sentido ético. E isso, obviamente, não acontece. A Justiça, em contrapartida, colabora para a lentidão dos processos para que os acusados tenham “ampla oportunidade de defesa”. Isso além do fato de que existem processos por juiz mais que a conta de um ser humano poder suportar.

    E por aí vai. Nesta eleição, e a cada ano, fica mais difícil encontrar um candidato/partido (eu acredito que votamos em partidos, nas idéias do partido) que realmente seja o minimamente satisfatório. Nesse cenário todo fica difícil acreditar que o voto realmente modifique alguma coisa.

    Não votar talvez implique que o quadro institucional piore. Por outro lado, votar pode perpetuar a vida política de quem não merece. Fica difícil saber o que é pior. A propaganda eleitoreira grátis na tv (daí o ar de ditadura) é uma agressão a quem sabe que (quase) todas as promessas não serão cumpridas, seja devido à falta de apoio do legislativo, ou por falta de competência do candidato ou de seus colegas de partido. Ou dos adversários que não conseguem ver que trata-se do futuro da cidade e/ou do país.

    Por que ditadura? É a imposição pura e simples das idéias, hoje em dia para o incauto que vai votar, via a lavagem cerebral da midia. Por que ditadura? Porque sabemos que o avanço político-social será pequeno e somos quase que obrigados a votar num daqueles que vemos na tv, aqueles que deveriam se manifestar pela sua competência de obras realizadas e pelo caráter. Em quem votar? Quando o político é bom (sim, existem), carece de apoio do restolho da camarilha partidária. Sobram os “cumpades” da vida que lá servirão aos lobbistas.

    O político é (na letra da lei) o representante de uma parcela da população que nele votou, além do restante que não votou nele. É um servidor público e deveria ter qualificações acima da média, já que é o serviço mais honrado que existiria: servir a população. Entretanto é isso que vemos: o descaso dos servidores, o despreparo e o deboche com o público.

    Já vivi o bastante para ver que a mudança é pouco provável, especialmente num país com ensino e saúde públicos em estados cada vez piores. Que, por sua vez, geram o eleitor e o político de hoje, semianalfabetos e/ou com saúde (mental inclusive) debilitada.

    Enfim, David, o Jenheta fala que eu ataco “aquelle” cidadão mas elle é a bolla da vez. Acho que (quase) todos são iguaizinhos e é difícil entender que um político semianalfabeto, dos que estão por aí, tenha condições de fazer qualquer coisa. E isso é completamente apartidário.

    Que Deus nos salve! (ou seja, ninguém)

  7. Antes de mais nada.. Gostaria de agradecer pelo “apoio” em relação ao fato de eu ter sido convocado à mesário. Me sinto melhor agora …🙂
    Preciso destacar algo que o chapado falou… Deveriam os próprios partidos terem comitês que impedissem a candidatura de pessoas despreparadas. Para todo e qualquer cargo.
    A impressão que me passa, é de que qualquer um pode se candidatar à cargos menores (importantes, mas menores) como o de vereador por exemplo. São tantos candidatos que torna-se inviável, inadmissível eu diria até impossível analisar a proposta de cada um e escolher seu candidato.
    Acho que o partido chega na padaria e pergunta “E aí seu Manoel, tá afim de ser vereador?” E depois aparecerão no fantástico como o “Show de horror do horário eleitoral”.
    Aliás.. Jenheta, vc que já sofreu o mesmo drama que eu.. O que acha de eu me candidatar ao cargo de vereador tb?? Com certeza não serei mais convocado à mesário e ainda tiro o pé da lama não acha?? Ainda passo pelo Blog pra pedir votos…
    Hipóteses a se considerar…
    Tenho que concordar com o chapado.. O país com a educação e saúde lamentável, gera o eleitor e até o candidato totalmente despreparado.. a citar “elle”…
    Enfim.. Acho que vou postar em outro tópico senão posso ficar meio estressado. (Política me irrita). Abraços!!

  8. Abraços, David. Boa sorte lá com o sandubinha (se é que eles ainda dão isso) grátis da “coisa” eleitoreira. Pelo sim, pelo não, leve de casa. Uns gamezitos de celular são apropriados … aliás deixe-me postar um artigo sobre outro game.

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