Estados Unidos mostrado nos filmes

Jenheta, você que morou nos EUA por um tempo pode me dizer se isso é isso mesmo?

Quando vejo filmes norte-americanos, percebo algumas coisas muito interessantes e diferentes de nossa cultura. Dá uma olhada:

O cachorro-quente deles é um pão com salsicha, catchup e mostarda dentro. Hot-janta é coisa de brasileiro: purê, batata palha, queijo, vinagrete…

O churrasco tem hambúrguer e salsicha. Só.

Roubar, bater e caçoar dos colegas da escola é visto como algo natural e aprovado pelos pais e direção da escola.

Ser gostosa, roubar, bater e caçoar das colegas da escola, junto com pom-pons de líderes de torcida é passe para uma boa universidade e também algo natural e aprovado pelos pais e direção da escola.

Eles nunca enxaguam a boca após escovarem os dentes. Cospem e pronto. É uma pasta de dentes diferente?

Quando há filmes sobre férias da primavera ou de verão, os personagens vão à praia para aproveitá-las. Chegando lá, sentam na areia com camiseta, calça e tênis. Aliás, é possível distinguir um seriado australiano de um norte-americano assim. Os australianos aproveitam a praia e até surfam, enquanto os gringos não fazem isso.

As praias norte-americanas são feias.

Eles não tem filtros nas residências ou água tratada na torneira, pois sempre que estão com sede, tiram uma garrafa de água mineral de 500ml de dentro da geladeira.

Assim como não há água tratada, também não existem sacos de feijão ou sopa, estão sempre enlatados.

Nas estradas não existe nada. Apenas um descampado, nem vilarejos, nem árvores. De vez em quando se encontra uma dessas paradas, como aqueles Frango Assado que encontramos no meio das estradas brasileiras.

As pizzas não tem diversos sabores. Só podemos ver queijo e tomate, deve ser de mussarela. Só existe de mussarela.

Eles não sabem dançar, com exceção dos negros, que sempre são mostrados como dançarinos natos de hip-hop.

Me diga Jenheta, é assim mesmo?

4 Respostas

  1. Grande Pequena Foca,

    Sei que ando sumido mas deixe-me responder seu post…

    hahaha, observações muito perspicazes…é paradoxal pensar que brasileiros sonham em viver em alguns países por piores que eles sejam. Outro dia eu estava comentando com um colega que os seriados e filmes americanos não são criativos pois as ficções nada mais são que um retrato fiel da realidade americana.

    Cachorro-quente : com certeza é um dos piores que já comi na vida. Fui em jogos de baseball e é assustador : pão, salsicha e chucrute, com catchup e mostarda à parte. Se quiser um hot-dog “chique”, alguns tentarão te vender um com diferentes sabores de salsicha🙂 . Por exemplo, salsicha condimentada, banhada em cerveja, etc. Tudo ruim.

    Churrasco é hamburguer (raramente com queijo) e salsicha. Batatas chips na mesa e refrigerante/cerveja. O mais curioso é que nos churrascos que fui, todos tem que levar algo…as instruções mais curiosas que recebi foram “traga o que quer comer. Daremos a bebida”. Chegando no local, vi que as regras eram mesmo estas…

    Roubar, bater em estudantes (chamado bulling) não é aprovado pela direção das escolas mas é algo intrínseco da cultura (mundial ?).

    Ser cheerleader é o sonho máximo da adolescente americana. Ser atleta ou bom estudante não dá tanto status quando ser animadora de torcida. A diferença entre ser modelo no Brasil e cheerleader nos EUA é que as modelos não tem que dar piruetas e cambalhotas à 3 metros de altura. Mesmo assim, ser loira é quase quesito obrigatório (vide o seriado Heroes).

    Pasta de dentes : toda pasta de “marca” no Brasil é americana…daí você pode ter uma idéia da preguiça que os americanos têm…

    Praias nos EUA são horripilantemente feias. Fazer o que…se você nunca viu uma praia de verdade, não dá para reclamar…ah, na vida real é proibido beber cerveja nas praias. Você tem que usar uma camisinha gigante para disfarçar o conteúdo (técnica semelhante à dos mendigos que usam saco de papel marrom para esconder a birita nas ruas).

    A água da torneira em cidades grandes é adequada para consumo. O problema é ir para as vilas rurais, onde só Deus sabe de onde a água vem. Ainda assim, o lance da garrafa de água em filmes é mercadológico…

    As estradas americanas são mesmo entediantes. As paradas são horríveis (tudo fora da estrada e com as mesmas lojinhas de fastfood : McDonald’s, Wendys, Burger King, Subway, etc). Quem já foi num posto da rede Graal ou Frango Assado pode ficar feliz em viver no Brasil (ou na região sudeste, pelo menos).

    Pizza…nem me fale. Eles idolatram algo que ofende o que chamamos de pizza. Em Chicago tivemos uma experiência um pouco melhor mas longe do que temos em SP. Toda vez que olhar no cardápio, fique feliz em ter mais que 30 opções…as grandes redes americanas não usam forno à lenha…é tudo na base do forno à gás mesmo.

    Dança…existem danças de salão bacanas mas longe de ser populares. Em geral o americano é duro demais (ou mole, já que a obesidade é total).

    Foca, a piada é velha mas eternamente verdadeira : o Brasil é que é bom de viver. Duro é aguentar o povinho que vive aqui…

    • “Duro é aguentar o povinho que vive aqui…”

      Falou tudo, Jen.

      Eu sinceramente não gosto muito dos americanos mas, exceto por essa parte gastronômica, no resto eles dão de 10 a 0 na gente. Resta para nós ressaltarmos o pouco que eles tem de ruim. E em matéria de coisas ruins, viz. o povinho, damos de 10 a zero neles.

      Aliás, em falar mal dos outros somos o máximo, especialmente no quesito inveja/despeito. Estou para ver um dia em que eu ouça as pessoas falando: “Puxa. Como aquele cara cresceu… Gostaria que todos fôssemos como ele. Olha o cara ficou bem de vida. Eu queria que eu tivesse o brio e a disciplina para chegar onde ele está.” Ao contrário, ouvimos: “Puxa. Como aquele cara tá esnobando… Gostaria que ele se f* de verde e amarelo para deixar de se mostrar. Queria ver como ele se comportava depois de passarem um pente fino nele. Sou pobre mas tou bem melhor que ele.” etc.

      Em suma, chegará o dia que falaremos mal dos chineses quando eles derem a suplantada final na indústria aqui da macacolândia…🙂

  2. Só prá falar mais uma, outro dia eu tava conversando com um colega sobre putarias. Em particular sobre as notórias produções pornográficas nacionais.
    Resumindo concluímos que dá meio que nojo ver um filme nacional, especialmente só de ouvir o pessoal falar no filme. A produção nacional é aquele fiasco, com iluminação precária, som de 10kbps, sem nenhum tipo de ensaio e filmagens à beira de uma quedinha d’água, que obviamente é do despejo de um sistema pluvial próximo, sem falar nas bananeiras e casas de pau-a-pique clássicas.
    Lixo por lixo, o pior filme americano desse gênero é 10 vezes melhor que o nacional….🙂
    E o nacional tem sido assim há mais de 20 anos…😛

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