15/11/2011: Ultimate Marvel vs Capcom 3

Em 15 de Novembro, além do fériado de Proclamação da República, se dara em território norte-americano o lançamento oficial de Ultimate Marvel Vs Capcom 3 e talvez mais interessante que o próprio jogo sejam as histórias que surgiram ao redor deste lançamento.
O primeiro ponto de questão foi a velocidade do lançamento em comparação a o seu predecessor: Marvel vs Capcom 3 fora lançado em fevereiro e já em Junho foi anunciado sua extensão o que obviamente pegou mal. A Capcom anunciou que seus planos iniciais eram o de fazer suas modificações, novos cenários, personagens e modos de jogo disponiveis atráves de download, mas com os acontecimentos do terremoto de 11 de Março no Japão fizeram o ritmo deles ser alterado. No fim a Capcom se perguntou “por tudo de download ou fazer um jogo novo?” decidindo por um novo título.

Para alguns era exemplo da maldade e cobiça da Capcom, para outros era sinal da falta de respeito e pressa por ter vendido uma versão incompleta. Fato é que por mais que se queixe a Capcom sempre se mostrou “dinâmica” quando o assunto é série Versus: X-Men vs Street Fighter foi lançado em Setembro de 1996, Marvel vs Street Fighter em Junho de 1997 e Marvel vs Capcom em Janeiro de 1998. Excluindo os 10 anos entre Marvel vs Capcom 2 e 3 a velocidade entre os lançamentos da franquia sempre foi curta.
A solução encontrada foi o valor do jogo: Ultimate Marvel vs Capcom 3 custara 40 dólares, enquanto Marvel vs Capcom 3 foi 60, e aqueles que compraram os personagens lançandos anteriormente – Jill Valentine e Shuma-Gorath – por 5 dólares continuariam com eles. Aos donos de MvC 3 restaria ou jogar ou vende-los e ter um valor final mais barato que o do primeiro jogo.
O problema seguinte era o elenco: tão logo fora anunciando que seria lançado UMvC3 foi dito que nesse jogo 12 novos personagens e mais 8 novos cénarios estariam inclusos – os orfãos de Megaman, Gambit e Venom acreditaram que seria o momento de ter seus personagens favoritos, o que não ocorreu – em meados de Julho, quando o jogo foi anunciado, houve um vazamento e a revelação dos novos personagens.
Pelo lado da Capcom retornava Strider Hiriu (Strider), Frank West (Dead Rising), Firebrand ( Ghost and Goblins/Gargoyle Quest, Demon’s Crest), Vergil ( Devil May Cry 3), Nemesis (Resident Evil 3) e Phoenix Wright (Phoenix Wright Ace Attorney). A ausência de Megaman em nenhuma de suas versões gerou uma revolta popular que, somado ao cancelamento de Megaman Legends 3, repercute até hoje na Capcom. Fora isso, a inclusão de Phoenix Wright, embora muito pedido pelos fãs e esperada em Tatsunoko VS Capcom, fez muitos fãs exaltados do robô azul ainda mais incomodados “Ele é um advogado! Por que ele esta em um jogo de luta?”
Pelo lado da Marvel mais polêmica ainda: Hawkeye (Clint Barton/Gavião Arqueiro, dos Vingadores), Dr Strange (Stephen Strange/Doutor Estranho), Ghost Rider ( Johnny Blaze/Motoqueiro Fantasma) eram até imaginados – mas ninguem esperava por Nova (Richard Ryder), Iron Fist (Danny Rand/Punho de Ferro – Vingadores, Heróis de Aluguel) e Rocket Raccoon (Guardiões da Galáxia).
Os antigos jogadores ficaram frustrados com a ausência de Gambit, Venom e Cable, presentes na versão anterior do jogo e sobrou ainda mais queixas contra a Capcom e dessa vez eles eram inocentes, a Marvel escolheu quais personagens seriam disponibilizados ou não.
Essa hora eu posso inclusive bancar o advogado do diabo – as escolhas da Marvel foram condizentes com a realidade da editora. Nos jogos anteriores o carro chefe da Marvel estava com o lado X, o que já não existiu nessa década, passando a tocha para os Vingadores, o que explicaria a diminuição dos mutantes. Além da maior importancia dos Vingadores na cronôlogia algumas das melhores séries da editora tinha uma origem Cósmica – Nova e Rocket Raccoon seriam os representante disso.
Ao fim as escolhas buscaram privilegiar o máximo de ramos da editora e de fato, o único ramo ausente foi o ramo jovem, composto principalmente por Jovens Vingadores e Fugitivos, mas a X-23 acabou sendo a única representante.

Capa Japonesa

Sobre o jogo, caso não tenha jogado ainda Marvel Vs Capcom 3, ele traz uma diferença sobre jogos mais antigos de luta. Ao invés dos tradicionais botões de soco e chute são 3 comandos de ataque – leve, medio e forte – e um  special, que tambem serve normalmente para lançar ao ar e iniciar Air Combos. Explicando ainda melhor – se antes um quarto de lua pra frente+ soco fazia o Hadouken e um Quarto de lua pra tras + chute fazia o Tatsumaki Sempukiaku hoje é o mesmo botão que faz ambos – mudando apenas o comando, fora isso, com menos botões os combos saem mais naturalmente o que torna o jogo mais agradavel ao jogador casual. Soma-se os botões para Assists e trocas de lutador e você já esta preparado para lutar.
O Sistema continua igual a Marvel vs Capcom 2 e 3 – são lutas de trios e vence o que esvaziar a barra de vida do trio rival ou ter mais energia em sua barra ao termino do tempo. Os comandos simples permitem a maior assimilação de novatos, não impede que o jogo seja complexo quando jogado em alto nivel, tanto pelo ritmo acelerado e pelas proporções que os combos podem chegar quanto pelo lado estrátegico ao se aproveitar melhor os detalhes de cada golpe e combinações de assistencias e especiais. Além disso foi incluido em MvC3 o X-Factor, que se é ativado ao apertar os 4 botões de ataque ao mesmo tempo – com ele se ganha um boost tanto na velocidade quanto no dano do personagem, alem de regeneração da vida por um tempo limitado. O X-Factor tem 3 leveis que fazem aumentar tanto o boost quanto o tempo de duração, sendo esse level medido pela quantidade de seus personagens vivos: Level 1 se tiver 3 personagens, 2 se forem 2 personagens e Level 3 se lhe restar apenas 1. O X-Factor foi um dos alvos de queixas de alguns jogadores que alegavam ele ser poderoso demais e para combater isso a Capcom diminuiu o seu efeito e duração, mas ainda é extremamente efetivo e agora pode ser ativado no ar – algo impossivel na versão anterior.

Quanto aos personagens o que salta aos olhos é a individualidade e fidelidade a suas origens. Não se focando apenas em ser um jogo de luta onde cada lutador tem seus golpes, o que há de mais interessante é a diferença de jogabilidade e estratégias de um para outro, e se isso já existia na versão inicial (ou Vanilla Marvel vs Capcom 3, como se habitou chamar pela internet afora). Na primeira versão se destacava M.O.D.O.K que acumulava niveis de Conhecimento ao atingir o adversário com seu Analyse Cube, fazendo seus poderes evoluirem até o level 9, Dormammu que acumulava em cada um de seus braços “os poderes da Criação e Destruição”, os liberando em golpes que alteravam de acordo com a quantidade de poder acumulado. Em Ultimate as singularidades foram o grande destaque: Phoenix Wright busca pistas para poder usar como arma e ativar o seu Turnabout Mode, possui 3 modos sendo eles Investigação,Advogado e Turnabout; Frank West pode evoluir até 5 leveis de poder ao fotografar seus combos, modificando suas armas e com isso o alcance e poder de seus ataques; Iron Fist pode utilizar seu Chi para aumentar sua defesa ( Chi Azul), ataque ( Chi Vermelho) e barras de energia ( Chi Amarelo) e por ai afora, tornando a escolha de personagens algo ainda mais estratégico, buscando  nunca perder de vista a realidade do personagem e aumentando o sensação de “Cross-Over” que a série busca.

Capas Americanas

Comparado a versão inicial poucas coisas foram incluidas, primeiramente a capa é reversivel, trazendo duas opções para o comprador e em termos de jogo buscou-se a correção da jogabilidade tentando deixa-lo mais equilibrado e estratégico, a Capcom buscou aperfeiçoar o Netcode e acrescentou a opção de Spectator para assistir lutas on-line, acrescentou o Modo Galactus onde é possivel jogar com o inimigo final para aqueles que já possuiam o Save original e anunciou que havera um novo modo, Heroes and Heralds, que sera disponibilizado gratuitamente por download. Nesse modo cada lado decidira uma posição podendo ser ou Herói ou Arauto – sendo que como Arauto todos os personagens passaram a ter um tom metalizado/prateado, tal qual nas lutas que antecedem a batalha com Galactus, se colecionara Cards a qual ofereceram cada um habilidades únicas como por exemplo invisibilidade, invencibilidade a projeteis, armor extra e afins, permitindo ao jogador montar sua combinação de 3 cartas em um combate mais imprevisivel.

De uma forma geral eu diria que é uma aquisição valida principalmente a quem não teve a oportunidade de jogar a primeira versão, gosta de algum dos novos personagens ou gosta de jogos de luta. Alguns reviews afirmaram que o jogo traz poucas vantagens ao jogador casual, se tornando um contrasenso – já que o jogo anterior era visto como agradável a novatos. Talvez para o novato que possui o anterior não seja tão vantajoso. Os gráficos são o que se espera, limpos, em um 3d que busca aproximar a um estilo dos quadrinhos e mangás mais do que à realidade.

Talvez futuramente eu fale um pouco sobre os personagens ou mesmo sobre pequenas polêmicas que surgiram em redes sociais contra a Capcom devido principalmente a ausência de Megaman… mas isso é outro assunto.

Por Ricardo Lopes

Site oficial: http://www.marvelvscapcom3.com/us

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